2010...
alguns fatos escondidos por trás do que possa ser eufônico:
quatro da manhã e a máquina
um estacionamento de carros à luz do passado
minha mãe me deita no colo dela e se questiona
a mudança
toda aquela baboseira sobre o interior importar mais
-repito: é baboseira.
a máquina me mudou
ela e tantas outras
e de fora a fora, de um rosto a outro, tudo aquilo que estava escondido
são as preocupações que não posso mais esconder
pra não me sentir culpado eu queimei as evidências
enterrei-as fundo por sob a derme
ninguém pode mais lê-la como à minha mão
é apenas um interlúdio entre os olhos e a meia-escuridão
pode não parecer,
mas parecer ajuda a ser
tanto quanto ser
pode ajudar alguém a não perecer.
se eu puder prometer alguma coisa sem culpa
faço a promessa de não mais prometer
-chega de jurar a mim mesmo uma certa identidade.
de agora em diante o meu não-ser, será a minha personalidade.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
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